ABRE ALAS #20
Washington da Selva, A Coroação, 2021-2023
bordado em conjunto EPI (touca árabe, camisa, calça)
[embroidery on PPE clothing (headgear, shirt and trousers)]
[embroidery on PPE clothing (headgear, shirt and trousers)]
190 x 44 x 35 cm
[74 3/4 x 17 3/8 x 13 3/4 in]
[74 3/4 x 17 3/8 x 13 3/4 in]
Copyright O Artista
Na escultura têxtil 'A Coroação', da Selva produz bordados e ornamentos sobre a cultura do quiabo na contraditória vestimenta utilizada para aplicação de agrotóxicos. O artista, ex-produtor da agricultura familiar...
Na escultura têxtil "A Coroação", da Selva produz bordados e ornamentos sobre a cultura do quiabo na contraditória vestimenta utilizada para aplicação de agrotóxicos. O artista, ex-produtor da agricultura familiar sem terra, utiliza o bordado para devolver as memórias e as gestualidades da agricultura familiar para o tecido que protege o corpo de quem trabalha para a monocultura exposto aos pesticidas. Num movimento que retoma as memórias de trabalho do pai, dos tios e da família, sob a presença do racismo ambiental e numa roça cerceada pelas lavouras de café de um ambiente tóxico e adoecedor.
[For his textile sculpture "The Crowning", da Selva embroidered and decorated the contradictory garment used for applying pesticides, with images about okra crop production. The artist, a former landless farmer, uses embroidery to return the memories and the gestures typical of family agriculture to a fabric that protects the bodies of those who work in monoculture and are exposed to pesticides. It is a movement that resumes his father’s, uncles’ and family’s memories of a job carried out in the context of environmental racism and on farmland surrounded by coffee plantations in a toxic and illness-inducing environment.]
[For his textile sculpture "The Crowning", da Selva embroidered and decorated the contradictory garment used for applying pesticides, with images about okra crop production. The artist, a former landless farmer, uses embroidery to return the memories and the gestures typical of family agriculture to a fabric that protects the bodies of those who work in monoculture and are exposed to pesticides. It is a movement that resumes his father’s, uncles’ and family’s memories of a job carried out in the context of environmental racism and on farmland surrounded by coffee plantations in a toxic and illness-inducing environment.]