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Apresentação

Ana Linne­mann cria situações que perturbam as convenções sobre a natureza móvel de algumas coisas e a inerte de outras, afetando as coordenadas sensoriais que, partilhadas entre muitos, servem de balizas para cada um se situar e se mover em lugares os mais distintos; abre fissuras, portanto, nos consensos que existem sobre como o mundo opera.

– Moacir dos Anjos, De como as coisas são e de como elas podem ser outras coisas, 2012

Artista brasileira, vive e trabalha no Rio de Janeiro. Linnemann produz obras tridimensionais, trabalhando com técnicas como o bordado até objetos motorizados. A invisibilidade é uma das fronteiras da visualidade investigada em sua produção, ainda que de fato não exista. Essa dimensão invisível do trabalho da artista é aludida ora pela súbita mudança de estado de objetos no espaço expositivo e no espaço público, ora pela revelação do espaço interior do objeto.

Obras
  • Ana Linnemann, Exercício para achar igualdade 1, 2021
    Exercício para achar igualdade 1, 2021
  • Ana Linnemann, Exercício para achar igualdade 2, 2021
    Exercício para achar igualdade 2, 2021
  • Ana Linnemann, Pintura-sem-saída com labirinto (n° 6) Dead-end-painting with labyrinth (#6) , 2020
    Pintura-sem-saída com labirinto (n° 6) Dead-end-painting with labyrinth (#6) , 2020
  • Ana Linnemann, Bordadinho Modernista no 5, 2015 [ Little Modernist Embroidery (#5)], 2015
    Bordadinho Modernista no 5, 2015 [ Little Modernist Embroidery (#5)], 2015
  • Ana Linnemann, EU E VOCÊ, VOCÊ E EU, 2014
    EU E VOCÊ, VOCÊ E EU, 2014
  • Ana Linnemann, Xs 13, 2011
    Xs 13, 2011
  • Ana Linnemann, Espaços vestidos nº4 [dressed spaces #4], 2000
    Espaços vestidos nº4 [dressed spaces #4], 2000
  • Ana Linnemann, Gulliver , 1994
    Gulliver , 1994
  • Ana Linnemann, sem título [untitled], 1997
    sem título [untitled], 1997
Exposições em destaque

imannam | Pivô Arte e Pesquisa | São Paulo, Brasil, 2018 | © Everton Ballardin

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Biografia

Artista brasileira, vive e trabalha no Rio de Janeiro. Linnemann produz obras tridimensionais, trabalhando com técnicas como o bordado até objetos motorizados. A invisibilidade é uma das fronteiras da visualidade investigada em sua produção, ainda que de fato não exista. Essa dimensão invisível do trabalho da artista é aludida ora pela súbita mudança de estado de objetos no espaço expositivo e no espaço público, ora pela revelação do espaço interior do objeto. Segundo o crítico Moacir dos Anjos, seu trabalho "é informado por uma vontade de se deter com vagar diante dessas muitas coisas que habitam o mundo. Considera-se naquilo que têm de mais claro e, ao mesmo tempo, no que têm de oculto (…). Coisas que despertam ou comprovam na artista uma imensa atração pelo comum da vida. Isto a leva acercar-se delas o mais possível para entender sua natureza banal e mundana, como se fosse a primeira vez que as visse".

 

Com uma trajetória consolidada que vem se desenvolvendo desde 1988, obteve seu doutorado em Linguagens Visuais no Programa de Pós-graduação em Artes Visuais pela Escola de Belas Artes da UFRJ, Rio de Janeiro, (2013), o mestrado em Escultura pelo Pratt Institute, Nova York (1993), o bacharelado em Desenho Industrial na PUC, Rio de Janeiro (1982). Ganhou diversas bolsas e prêmios, entre os quais: prêmio Fundação Cisneros (CIFO) na categoria artista em meio de carreira, 2019; prêmio Arte e Patrimônio, Iphan, Ministério da Cultura, 2011; prêmio Pró-Artes Visuais da Secretaria de Cultura da cidade do Rio de Janeiro, 2011; Fundação Vitae, São Paulo, 2004, Fundação Pollock Krasner, 2004, entre outros. Entre suas exposições selecionadas estão: "An Emphasis on Resistance", El Museo del Barrio, Nova York, 2019, "Imanann", Pivô Arte e Pesquisa, São Paulo, 2018. Lugares do Delírio, Museu de Arte do Rio, Rio de Janeiro, 2017; "Encruzilhada", Galerias da Escola de Artes Visuais, Rio De Janeiro, 2015; "Sem título (azuis e vermelhos)", Museu Chácara do Céu, Rio De Janeiro, 2015; "Casa Cidade Mundo/A Beleza Possível", Centro Cultural Helio Oiticica, Rio De Janeiro, 2015; "Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas", Museu de Arte do Rio de Janeiro, Rio De Janeiro, 2015; "Cor, luz e movimento - Prêmio Marcantônio Vilaça", Museu Histórico Nacional, Rio De Janeiro, 2014; "Arte e Patrimônio", Paço imperial, Rio de Janeiro, 2014; "Cartoon, parte 2", Centro Cultural Maria Antônia, São Paulo, 2012; "Cartoon", Casa de Cultura Laura Alvim, Rio de Janeiro, 2011; "Bead Beat (Contas & Quiques)" Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, 2007; "The World as an Orange The Sculpture Center", In Practice Projects, Nova York, 2004. Entre sua bibliografia selecionada consta a monografia "Ana Linnemann, Ultra normal", Moacir dos Anjos e Roberto Conduru, Editora Cosac Naify, São Paulo, 2012; "Escultura Contemporânea no Brasil", Marcelo Campos, Editora Camuraré, Salvador, 2017; "Rio Sec XXI", Paulo Herkenhoff, Editora Fundação Getúlio Vargas, Rio De Janeiro, 2019, "Remains-Tomorrow: Themes in Contemporary Latin American Abstraction", Cecilia Fajardo-Hill, 2020.

 

Suas obras também integram as coleções da Pinacoteca do Estado de São Paulo; Museu de Arte do Rio (MAR), Rio de Janeiro; Cisneros Fontanals Art Foundation (CIFO); Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC Niterói).

 

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