Imagens
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Apresentação

Cantuária recusa uma identificação com a narrativa oficial e opta por uma leitura a contrapelo, instrumentalizando pictoricamente imagens/monumentos utópicos insurgentes, integrada à história da exclusão social, da exploração do trabalho e da degradação ambiental.

– Aldones Nino, La Larga Noche de los 500 Años, 2019

Artista brasileira, vive e trabalha no Rio de Janeiro. Desenvolve pinturas que entrelaçam imagens históricas advindas do universo da política a representações da cultura visual contemporânea. Parte de suas invenções pictóricas advém de sua pesquisa sobre as lutas travadas por mulheres ao redor do mundo, como a obra Sônia, que homenageia uma guerrilheira comunista ribeirinha morta por militares na região do Araguaia, durante o primeiro golpe militar do Brasil em 1964.

Obras
  • Marcela Cantuária, Dulce Maia, "Judith", 2020
    Dulce Maia, "Judith", 2020
  • Marcela Cantuária, Os mortos não estão mortos, 2020
    Os mortos não estão mortos, 2020
  • Marcela Cantuária, Ana Maria Nacinovic, 2020
    Ana Maria Nacinovic, 2020
  • Marcela Cantuária, Que se possa sonhar, 2020
    Que se possa sonhar, 2020
  • Marcela Cantuária, Edilene Mateus Porto, 2020
    Edilene Mateus Porto, 2020
  • Marcela Cantuária, A aparição de Dinalva, 2020
    A aparição de Dinalva, 2020
  • Marcela Cantuária, Berta Cáceres, 2019
    Berta Cáceres, 2019
  • Marcela Cantuária, La larga noche de los 500 años , 2019
    La larga noche de los 500 años , 2019
  • Marcela Cantuária, Lúcia de Souza "Sônia" , 2019
    Lúcia de Souza "Sônia" , 2019
Exposições em destaque

La Larga Noche de los 500 Años | A Gentil Carioca | Rio de Janeiro, Brasil, 2019

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Biografia

Artista brasileira, vive e trabalha no Rio de Janeiro. Desenvolve pinturas que entrelaçam imagens históricas advindas do universo da política a representações da cultura visual contemporânea. Parte de suas invenções pictóricas advém de sua pesquisa sobre as lutas travadas por mulheres ao redor do mundo, como a obra Sônia, que homenageia uma guerrilheira comunista ribeirinha morta por militares na região do Araguaia, durante o primeiro golpe militar do Brasil em 1964. Cantuária elabora narrativas de enfrentamentos a sociedade estruturada no machismo e na misoginia, e assim cria seus vocábulos cujas particularidades são coesas com seu processo criativo, com sua paleta cromática e com as articulações que surgem das camadas abertas e latentes de suas tintas. As influências se espalham em uma combinação curiosa, as obras são reconexões com fatos sociais recorrentemente diminuídos, apagados ou mal tratados pela história, portanto seu corpo de trabalho busca dialogar com questões sobre a posição da mulher na sociedade, a luta de classes, a divisão de poderes, os estereótipos de gêneros e as disputas de sentidos políticos. Frames de filmes, imagens midiáticas e jornalísticas, miscelâneas figurativas do inconsciente e registros fotográficos do cotidiano figuram corpos de mulheres, militares, paisagens em chamas, animais domésticos e feras selvagens nas telas de Marcela, integrados em planos cruzados e anacrônicos, circulares e confusos, como o sistema de rotatividade de imagens, típico das redes virtuais de comunicação, age em nossas mentes.

 

É bacharel em Pintura pela Escola de Belas Artes da UFRJ. Em 2020, foi convidada a participara da residência FountainHead, em Miami, nos EUA, e de uma exposição no Museu Instituto de América, na Espanha. Em 2019 abre, na galeria A Gentil Carioca, a individual La Larga Noche de los 500 años, mesmo ano em que realizou Suturar Libertar no Centro Municipal de Arte Helio Oiticica e participou das coletivas Histórias Feministas, no MASP e Estratégias do Feminino no Farol Santander em Porto Alegre, e das residências PAOS GDL no México e Kaaysa em São Paulo.

 

Integra os acervos do Museu da Maré e do Museu de Arte de São Paulo.

 

CV