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Apresentação

Laura Lima escancara a melancolia da miséria humana: obra da distância, da falta de contato entre indivíduos e do adiamento incessante da satisfação do desejo.

– Lisette Lagnado, Obra da Distância, 2000

Artista brasileira, vive e trabalha no Rio de Janeiro. Seres vivos e arquitetura são alguns dos elementos integrantes da obra de Laura Lima, que inclui em seu ofício como artista a ‘práxis’ vital do tempo da experiência – participante e do expectador na obra – e o fazer filosófico, variando de meios – desde bordados à mão a organizações ativistas e chamamentos abertos –, e utilizando ferramentas técnicas que expõe um contraste poderoso com suas referências visuais

Obras
  • Laura Lima, Curupira, 2020
    Curupira, 2020
  • Laura Lima, Footnote (Balé Literal) #2, 2019
    Footnote (Balé Literal) #2, 2019
  • Laura Lima, Wrong Drawing, 2069
    Wrong Drawing, 2069
  • Laura Lima, Alfaiataria [Tailor shop], 2018
    Alfaiataria [Tailor shop], 2018
  • Laura Lima, Gigantesco Parentesco (Passeio Solitário) [Massive Kinship (Solitaire Promenade)], 2018
    Gigantesco Parentesco (Passeio Solitário) [Massive Kinship (Solitaire Promenade)], 2018
  • Laura Lima, Ouro flexível, 2016
    Ouro flexível, 2016
  • Laura Lima, Pássaro (co-autoria Laura Lima & Zé Carlos Garcia), 2015/2018
    Pássaro (co-autoria Laura Lima & Zé Carlos Garcia), 2015/2018
  • Laura Lima, Anônimo n.2 [Anonymous n.2], 2015
    Anônimo n.2 [Anonymous n.2], 2015
  • Laura Lima, Violeta (da série portraits), 2014/2015
    Violeta (da série portraits), 2014/2015
  • Laura Lima, Pássaros, 2011
    Pássaros, 2011
  • Laura Lima, Bar Restaurant, 2010
    Bar Restaurant, 2010
  • Laura Lima, Nômades, 2008
    Nômades, 2008
  • Laura Lima, Monte de Irônicos - Palhaço com Pé Levantado, 2005/2007/2016
    Monte de Irônicos - Palhaço com Pé Levantado, 2005/2007/2016
  • Laura Lima, Pelos (H=c/M=c), 1997/2010
    Pelos (H=c/M=c), 1997/2010
  • Laura Lima, Puxador Paisagem (H=c/M=c), 1994/2018
    Puxador Paisagem (H=c/M=c), 1994/2018
Exposições em destaque

Balé Literal | A Gentil Carioca | Rio de Janeiro, Brasil, 2019

Na galeria
Vídeo
Biografia

Artista brasileira, vive e trabalha no Rio de Janeiro. Seres vivos e arquitetura são alguns dos elementos integrantes da obra de Laura Lima, que inclui em seu ofício como artista a ‘práxis’ vital do tempo da experiência – participante e do expectador na obra – e o fazer filosófico, variando de meios – desde bordados à mão a organizações ativistas e chamamentos abertos –, e utilizando ferramentas técnicas que expõe um contraste poderoso com suas referências visuais. Transformar o espaço em uma obra viva, um organismo abrangente, na qual a experiência do expectador no ambiente construído é central para o significado da obra, é um exemplo de apresentação criada por Laura. A partir de seres moventes e de signos do cotidiano o trabalho desenvolvido pela artista pode ser apreendido quando posto em relação com um glossário sui generis criado pela autora. O uso de matéria viva incita tensões e mudança de padrões, suas instalações muitas vezes põem em xeque a justaposição de corpos – sólidos ou vazios – que deliberam perturbações e distopias. Jogos de escala e equilíbrio entre o comportamento da paisagem, dos objetos, das pessoas, dos animais e de outras coisas vivas, são exercícios significativos no repertório da artista, que lida com a escultura como um aparato de cuidado com os volumes da vida em suas várias camadas. Não é performance, em Laura o ser vivo equivale à arquitetura, paisagem, experiência e se torna imagem. Homem=carne/mulher=carne são territórios entrecruzados. Se aprofundar no conjunto da obra de Laura Lima é notar o corpo híbrido e o tecer da corda, do fio, do carvão e da vida.

Em 2021 se prepara para a Bienal de Oaxaca, Mexico, Bienal da Lituania, Trienal Frestas de Sorocaba, estado de São Paulo e para a exposição "Witch Hunt", Hammer Museum, entre outras. Em 2020 participou da exposição "BRASIL! Focus sull'arte brasiliana contemporanea" no Museu Ettore Fico, em Turim, na Itália. Em 2020 participou de "Casa Carioca" no Museu de Arte do Rio, Rio de Janeiro e "ReuHell" no Museu do Amanha no "Baile do Sarongue Retrofuturista". Em 2019, realizou a individual "Balé Literal" na A Gentil Carioca; 14ª Bienal de Sharjah e o programa de residência na Art Dubai Fair, ambos nos Emirados Árabes; 9ª Bienal de Busan, Coreia do Sul. Realizou também a individual "I hope this finds you well", na galeria Tanya Bonakdar, em Nova York e participou da coletiva "O que não é floresta é prisão política", na Ocupação 9 de Julho do Movimento dos Sem Teto do Centro (MSTC), São Paulo. Participou de inúmeras exposições individuais e coletivas ao longo de sua trajetória profissional, entre as quais, em 2018, realizou o solo "Wrong Drawings", na Goodman Gallery, na África do Sul, Alfaiataria no octógono da Pinacoteca do Estado de São Paulo e "Cavalo come Rei" na Fondazione Prada, Milão. No mesmo ano, participou das coletivas, "Lugares do Delírio", no SESC Pompéia, São Paulo; "Imanam" junto de Ana Lineman, Ana Maria Maiolino e Tania Rivera no Pivô de Arte e Pesquisa e foi mentora no "Forecast/Living Matter", na Haus der Kulturen der Welt, Berlim.
 
Suas obras integram o acervo do Museu Arte Moderna de São Paulo, Rio de Janeiro; Museu de Arte da Pampulha, Belo Horizonte; Instituto Inhotim, Brumadinho; Itaú Cultural, São Paulo; Pinacoteca do Estado de São Paulo; Migros Museum für Gegenwartskunst, Suíça; Bonniers Konsthall, Suécia, Bonnefantenmuseum, Maastricht, entre outros. Laura recebeu o Prêmio Marcantônio Vilaça de 2007, entre outros, a citar especialmente o Prêmio Bonnefanten de Arte Contemporânea em 2014, o principal prêmio de arte dado a um artista internacional na Holanda, premio concedido anteriormente a John Baldessari, Mary Heilmann e Cai Guo-Qiang, entre outros.

Fundadora juntamente com Marcio Botner e Ernesto Neto da A Gentil Carioca, a artista também é engajada com ativismos feministas e com a questão de proteção aos animais silvestres no Brasil.