Siwaju
Fenda-Gìgé (corte), 2026
chapa de aço corten e processo de oxidação
[corten steel plate and oxidation process]
[corten steel plate and oxidation process]
165 x 23 x 3 cm
[65 x 9 x 1 1/8 in]
[65 x 9 x 1 1/8 in]
Copyright O Artista
Em Fenda–Gígé, a escultura se afirma como um corpo atravessado, onde o corte não é apenas gesto, mas origem da forma. A matéria, marcada por incisões e vazios, revela uma...
Em Fenda–Gígé, a escultura se afirma como um corpo atravessado, onde o corte não é apenas gesto, mas origem da forma. A matéria, marcada por incisões e vazios, revela uma estrutura que se constitui a partir da ruptura. “Gígé”, do iorubá, convoca o ato de cortar, instaurando uma ação que antecede e sustenta a fenda. Nesse encontro, o trabalho articula duas dimensões inseparáveis: o corte como acontecimento e a fenda como condição. O que se vê não é apenas a marca da violência, mas a emergência de um espaço — um lugar onde algo passa, respira e se reinscreve. A obra opera, assim, como um signo de transformação: aquilo que, ao ser atravessado, não se desfaz, mas se reorganiza e permanece. Entre tensão e permanência, Fenda–Gígé afirma o corte como princípio de abertura e a abertura como possibilidade de existência
Na galeria
Aos temporais, marés de retorno | auroras | São Paulo | Brasil [Brazil] | 11 Abr [Apr] - 30 Maio [May] 20261
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