Videoarte Agora Videoarte

31 Março - 5 Maio 2018 Rio de Janeiro
Apresentação

 

Alex Topini, Almudena Lobera, Ana Hortides, Analu Cunha, Anitta Boa Vida, Anna Braga, Benjamin Verhoeven, Bob N, Caio Reisewitz, Cristina Amiran, Deborah Engel, Diana Tamane, Enorê, Gabriel Klabin, Hamza Halloubi, Jonathan Paepens, Khalil Charif, Laure Cottin Stefanelli, Lien Hüwels, Louise Botkay, Lucas Ferraço Nassif, Lucio Salvatore, Luiza Baldan, Lydia Debeer, Marcos Bonisson, Maria Baigur, María Sabato, Olav Lorentzen, Rodrigo Alcón Quintanilha, Thiago Sacramento

 

Curadoria de Anna Bella Geiger e Fernando Cocchiarale

 

 


  

 

A mostra Videoarte Agora Videoarte, com curadoria de Anna Bella Geiger e Fernando Cocchiarale, traz a produção de estudantes e artistas do curso "Videoarte: Teoria, história e suas diversas práticas" ministrado na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Rio de Janeiro, em 2016.


A programação dos vídeos, feita pela curadoria, aponta para questões formuladas no interior dos processos criativos dos artistas. Os núcleos que compõem a mostra são: Identidades-retratos/autorretratos, Sobre corpos, Depoimentos, Diálogos com a História da Arte, Espetaculares, Famiglia, Trânsitos, Habitat e Sobre jogos e suas próprias regras.

 

 


  

 

Identidades-retratos / autorretratos

Diversos artistas contemporâneos têm interesse específico em problematizar o lugar da autoria individual no campo expandido da produção artística. Não se trata aqui, do velho autorretrato, surgido na Renascença, como evidência da importância então adquirida pela autoria individual, mas sim do debate em torno da construção de identidades pessoais (étnicas, de gênero, ético-políticas e poéticas). Integram esse programa vídeos dos seguintes artistas: Alex Topini (No vale do eco); Anitta Boa Vida (30 segundos de lôu); Jonathan Paepens (As He descendend the mountain); Gabriel Klabin (Cama elástica); Lien Hüwels (Studies in White & Studies in Black); Louise Botkay (Vertières I II III); Marcos Bonisson (Microfilmes série/ Palatinik); Olav Lorentzen (Quem dorme sonha, quem trabalha conquista).


Sobre corpos
Trata-se de um dos repertórios mais frequentes em toda a História da Arte, ressalvadas, é claro, suas diferentes inflexões contextuais – rituais, religiosas, sexuais, eróticas, identitárias - observáveis ao longo de milhares de anos de história: o corpo humano. Participam desse bloco obras de: Cristina Amiran (Pass 2 of 2 – da série videoworks); Laurie Cottin Stefanelli (No Blood in my Body); Marcos Bonisson (Burning Pictures), María Sabato (Regatta Weekend modelo 84); Thiago Sacramento (G).

Depoimentos
Ao longo do século XX − pela necessidade de esclarecer o significado da revolução plástico-formal modernista, artistas assumiram um lugar decisivo no esclarecimento de novas questões por eles propostas para a atualização da produção artística europeia. Ao observarmos o papel determinante dos artistas modernos e posteriormente dos contemporâneos para a elaboração de algumas questões essenciais para a nova arte, é possível reconhecer inflexões que ocorreram a partir dos primeiros Manifestos, voltados para uma revolução dos antigos valores formais, até os depoimentos pessoais aparentemente distantes das práticas artísticas hoje em gestação. É este o caso de obras como as de Cristina Amiran (LED - da série Vídeoworks); Hamza Halloubi (Letter from Tangier e With Michael in Jerusalem).

Diálogos com a história da Arte
Consiste de um conjunto de trabalhos voltados para articulações críticas com a própria arte de diferentes períodos históricos por meio da apropriação de obras já plenamente assimiladas à História da Arte. Participam desse conjunto os seguintes trabalhos: Almudena Lobera (Epiphany. Mise-en-scène); Anna Braga (Puro Álibi), Benjamin Verhoeven (Sculptural Movement: Chapter I & II); Caio Reisewitz (Nefertiti); Khalil Charif (Vitória); Lucio Salvatore (O fim do quadrado preto e Ilhado).

Espetaculares
A representação, característica do cinema (ficção), ou da notícia televisiva (documentário) foi inicialmente recusada pela vídeoarte como uma forma específica da nova arte. Tal recusa, entretanto, tornou-se, improcedente já que há algumas décadas foi assumida pelas novas gerações de artistas. Este programa tem por objetivo mostrar alguns de seus exemplos: Maria Baigur (La petite mort II); Rodrigo Alcón Quintanilha (The corpse flower blooming event); Khalil Charif (Celebridade).

Famiglia
Outra recorrência é tratada neste conjunto de trabalhos. São vídeos concebidos com base na noção de família. No entanto, reparem que nestas obras tal noção não aparece como um tema central – ainda que alguns dos vídeos que a integram sejam efetivamente protagonizados tanto pelas famílias de alguns dos artistas, quanto, num sentido amplo, por uma expansão do conceito de família a conjuntos que não estando agrupados sob este critério podem ser a este remetidos: Ana Hortides (Mote e Domingo); Analu Cunha (Pickpocket); Diana Tamane (Letters from mom II); Laure Cottin Stefanelli (Une Passion); Louise Botkay (Vai e Vem); María Sabato (Mecânica Integral).

Trânsitos
Imagens tomadas de veículos (Carros, Trens, Ferry boats) que se deslocam em espaços geográficos, registros de paisagens em movimento, de pessoas caminhando. Capturas da dinâmica parcial de um mundo em rede integram este circuito: Analu Cunha (Misunderstood screen, scherm, gamen, écran, tela); Enorê (Não há imagem aqui – Deodoro e Não há imagem aqui – Santa Cruz); Diana Tamane (On the Road); Luiza Baldan (Suave e De murunduns e fronteiras); Lydia Debeer (In languor, I merely wait); Olav Lorentzen (Ambulantes).

Habitat
É um elemento semântico fundamental para a inscrição de poéticas contemporâneas em um contexto específico da vida cotidiana, (moradia, meio ambiente natural e urbano). Sua abrangência é determinante para a variedade das situações à qual “Habitat” se refere, nesta programação: Almudena Lobera (If it can be written, or thought, it can be filmed); Lucas Ferraço Nassif (A lei da sua guerra); Lydia Debeer (Alexandra); Bob N (Seagaze - da série Glitchscapes).

Sobre jogos e suas próprias regras
Segmentos importantes da produção contemporânea aproximam-se da lógica dos jogos, isto é: sua configuração começa com a definição de regras pelos próprios artistas, cuja aplicação resulta tanto nos trabalhos cuja estruturação poética é quase sempre clareada por estas regras quanto em sua estruturação e compreensão é marcada pela lógica dos jogos. Participam desse segmento os seguintes artistas: Deborah Engel (Devir); Gabriel Klabin (Parabéns); Olav Lorentzen (My painting is shit).