Mariana Rocha: Espaço Profundo
Mariana Rocha (n. 1988) é artista visual e professora. É graduada em Artes Visuais pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2013) e possui Mestrado em Artes Visuais pela mesma instituição (2021). Sua obra aborda questões relacionadas ao corpo, à memória e ao feminino, em trabalhos que se encontram nas interseções entre o desenho e a pintura, a performance e a fotografia. Em sua pesquisa, investiga a existência de um mar dentro do próprio corpo, entendendo ambos como universos equiparáveis em suas composições e profundidades abissais, além de tecer relações com a fauna marinha, especialmente com os animais classificados como moluscos.
Em 2026, a artista participa da 16a Bienal de Gwangju, com o tema “You Must Change Your Life”, em Gwangju, Coreia do Sul. Foi selecionada para participar da residência artística no El Espacio 23, em parceria com o The 55 Project, em Miami, EUA. Também apresenta a exposição individual “Espaço Profundo”, n’A Gentil Carioca, São Paulo, Brasil.
Em 2025, Mariana Rocha apresentou “Pele Inquieta” no Centro Cultural São Paulo (CCSP), integrando o 34º Programa de Exposições, em São Paulo, Brasil. Também integrou as exposições coletivas “Concordar em discordar”, n’A Gentil Carioca, São Paulo, Brasil; “Tromba d´água”, com obras de 13 artistas mulheres latino-americanas no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, Brasil; “Pequenas Pinturas III”, no Auroras, São Paulo; e realizou a primeira individual “Desde Sempre o Mar”, n´A Gentil Carioca, Rio de Janeiro, Brasil.
Sua obra integra os acervos da Pinacoteca do Estado de São Paulo (Brasil) e Instituto Inhotim (Brasil).
A Gentil Carioca tem o prazer de apresentar Espaço Profundo, nova exposição individual de Mariana Rocha na sede de São Paulo. O texto que acompanha a mostra é assinado por André Pitol — curador adjunto da 36ª Bienal de São Paulo, professor, curador e pesquisador. Nesta exposição, Rocha apresenta um conjunto de pinturas que expande sua investigação sobre os corpos d’água, aproximando as dimensões corporal e cósmica. Em suas obras, movimentos, marés e forças invisíveis revelam conexões entre interior e exterior, matéria e universo.
Em Espaço Profundo, a artista explora a pintura como um campo de transformação, onde gesto, cor e linha se articulam entre controle e intuição. “O corpo como um espaço móvel está presente na pintura de Mariana Rocha, que transforma as equivalências entre os espaços internos e externos do corpo em movimentos de maré”, escreve André Pitol.
