Arjan Martins
Sem título [Untitled], 2026
acrílica sobre tela
[acrylic on canvas]
[acrylic on canvas]
140 x 240 x 8 cm díptico
140 x 120 x 8 cm cada
[55 1/8 x 94 1/2 x 3 1/8 in dyptych
55 1/8 x 47 1/4 x 3 1/8 in each]
10.5 kg cada [each]
21 kg total [total]
140 x 120 x 8 cm cada
[55 1/8 x 94 1/2 x 3 1/8 in dyptych
55 1/8 x 47 1/4 x 3 1/8 in each]
10.5 kg cada [each]
21 kg total [total]
Copyright The Artist
Martins vem desenvolvendo, há mais de três décadas, uma linguagem pictórica singular que utiliza imagens da memória coletiva, imaginando uma realidade que transcende o tempo linear. Fotografias encontradas, adquiridas em...
Martins vem desenvolvendo, há mais de três décadas, uma linguagem pictórica singular que utiliza imagens da memória coletiva, imaginando uma realidade que transcende o tempo linear. Fotografias encontradas, adquiridas em mercados de pulgas e sebos no Rio de Janeiro, frequentemente servem de base para esses trabalhos figurativos. O artista já descreveu o momento de encontrar essas imagens de origem e sentir-se atraído pela semelhança de seus retratados com seus próprios familiares e ancestrais. Onde a fotografia fixa um instante, a pintura de Martins o reabre.
Imagens de músicos reaparecem ao longo da exposição: pianistas, um contrabaixista, violonistas e um trompetista. Essas figuras surgem em interiores domésticos, salas de concerto, vagões de metrô e em mar aberto, ocasionalmente compartilhando o plano pictórico com elementos cartográficos — rodas de leme, cordas ou a silhueta de uma linha costeira. O mesmo verde-azulado profundo que Martins utiliza para a superfície do oceano reaparece como cortina de palco, luz de janela e tampa de piano, conectando os registros aquático e musical da obra. O trabalho de Martins navega pelo “Atlântico Negro” — termo associado ao teórico Paul Gilroy — evocando símbolos técnicos da expansão marítima para cartografar o deslocamento histórico e contínuo da diáspora negra. Nos ambientes híbridos, aquáticos e urbanos, distintivos de Martins, o oceano torna-se um espaço de troca cultural e de movimento intergeracional, aparecendo como tema, horizonte e campo compositivo.
[Martins has spent more than three decades developing a singular pictorial language that employs images from collective memory, imagining a reality that transcends linear time. Found photographs, sourced from flea markets and secondhand bookshops in Rio de Janeiro, frequently serve as the basis for these figurative works. The artist has described finding these source images and being drawn to their subjects’ resemblance to his own relatives and ancestors. Where the photograph fixes a moment, Martins’ paint reopens it.
Images of musicians recur across the exhibition: pianists, a double bass player, guitarists, and a trumpeter. These figures appear in domestic interiors, concert halls, subway cars, and on open water, occasionally sharing the picture plane with cartographic elements – ship’s wheels, rope, or the silhouette of a coastline. The same deep teal that Martins uses for the ocean surface recurs as stage curtain, window light, and piano lid, connecting the work’s aquatic and musical registers. Martins’ work navigates the “Black Atlantic” – a term associated with theorist Paul Gilroy – invoking the technical symbols of maritime expansion to chart the historical and ongoing displacement of the Black diaspora. In Martins’ distinctively hybridized aquatic and urban environments, the ocean becomes a space of cultural exchange and intergenerational movement, appearing as subject, horizon, and compositional field.]
Imagens de músicos reaparecem ao longo da exposição: pianistas, um contrabaixista, violonistas e um trompetista. Essas figuras surgem em interiores domésticos, salas de concerto, vagões de metrô e em mar aberto, ocasionalmente compartilhando o plano pictórico com elementos cartográficos — rodas de leme, cordas ou a silhueta de uma linha costeira. O mesmo verde-azulado profundo que Martins utiliza para a superfície do oceano reaparece como cortina de palco, luz de janela e tampa de piano, conectando os registros aquático e musical da obra. O trabalho de Martins navega pelo “Atlântico Negro” — termo associado ao teórico Paul Gilroy — evocando símbolos técnicos da expansão marítima para cartografar o deslocamento histórico e contínuo da diáspora negra. Nos ambientes híbridos, aquáticos e urbanos, distintivos de Martins, o oceano torna-se um espaço de troca cultural e de movimento intergeracional, aparecendo como tema, horizonte e campo compositivo.
[Martins has spent more than three decades developing a singular pictorial language that employs images from collective memory, imagining a reality that transcends linear time. Found photographs, sourced from flea markets and secondhand bookshops in Rio de Janeiro, frequently serve as the basis for these figurative works. The artist has described finding these source images and being drawn to their subjects’ resemblance to his own relatives and ancestors. Where the photograph fixes a moment, Martins’ paint reopens it.
Images of musicians recur across the exhibition: pianists, a double bass player, guitarists, and a trumpeter. These figures appear in domestic interiors, concert halls, subway cars, and on open water, occasionally sharing the picture plane with cartographic elements – ship’s wheels, rope, or the silhouette of a coastline. The same deep teal that Martins uses for the ocean surface recurs as stage curtain, window light, and piano lid, connecting the work’s aquatic and musical registers. Martins’ work navigates the “Black Atlantic” – a term associated with theorist Paul Gilroy – invoking the technical symbols of maritime expansion to chart the historical and ongoing displacement of the Black diaspora. In Martins’ distinctively hybridized aquatic and urban environments, the ocean becomes a space of cultural exchange and intergenerational movement, appearing as subject, horizon, and compositional field.]