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Apresentação

Ela vendo o mundo, nós vendo o mundo através dela, o mundo sendo desvelado por ela, ela se transformando através do mundo.

– Luiz Camilo Osorio, Jogos de cena, 2020

Artista brasileira, vive e trabalha no Rio de Janeiro. De produções fotográficas, ao mesmo tempo, requintadas e banais, atos improvisados e situações instalativas que preveem a participação do público, seu trabalho se ativa por fissuras entre o campo da arte e da tecnologia e se desdobra em zonas insólitas. Em suas obras – low-res vídeos, memes, SEO, hipertextos e links – a artista opera distintos processos de criação, contrapondo a desproporção do plano geográfico da cidade e alinhando realidades para além de reais e virtuais.

Obras
  • Aleta Valente, Beleza | Grampos, 2020
    Beleza | Grampos, 2020
  • Aleta Valente, Dupla Exposição (Garota da Laje), 2019
    Dupla Exposição (Garota da Laje), 2019
  • Aleta Valente, Miragem, 2020
    Miragem, 2020
  • Aleta Valente, No Man's Land, 2020
    No Man's Land, 2020
  • Aleta Valente, Palm dreams, 2020
    Palm dreams, 2020
  • Aleta Valente, Cam Girl, 2019
    Cam Girl, 2019
  • Aleta Valente, Eletrodoméstica, 2019
    Eletrodoméstica, 2019
  • Aleta Valente, Bárbara, 2019
    Bárbara, 2019
  • Aleta Valente, Marque um X para cada aborto que você já fez, 2019
    Marque um X para cada aborto que você já fez, 2019
  • Aleta Valente, Economia Doméstica, 2019
    Economia Doméstica, 2019
  • Aleta Valente, Araçá Azul, 2015
    Araçá Azul, 2015
  • Aleta Valente, Quentinha, 2015
    Quentinha, 2015
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Biografia

Artista brasileira, nasceu em 1986 no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha. De produções fotográficas, ao mesmo tempo, requintadas e banais, atos improvisados e situações instalativas que preveem a participação do público, seu trabalho se ativa por fissuras entre o campo da arte e da tecnologia e se desdobra em zonas insólitas. Em suas obras – low-res vídeos, memes, SEO, hipertextos e links – a artista opera distintos processos de criação, contrapondo a desproporção do plano geográfico da cidade e alinhando realidades para além de reais e virtuais. Em seus processos artísticos, a arte se torna um mecanismo político onde questiona a massificação e mercantilização dos estereótipos de gênero, autonomia do próprio corpo e a legalização do aborto em interseções que se conectam com a luta por recursos de independência e autonomia da mulher. A cisão da fêmea é a nevralgia das manifestações de Valente, o protesto para a mudança nas estruturas políticas em relação ao corpo feminino é um trabalho elasticamente praticado por ela, que a todo momento tensiona a narrativa da publicização da imagem sensual da mulher, explorada pela sociedade machista capitalista. Com um prato de comida entre as pernas, de ponta a cabeça sobre uma pilha de entulhos ou de peito aberto e coberto de moedas, Aleta investiga a domesticação, a subserviência e a redefinição da mulher. Com um celular em mãos a artista produz, fotografa, edita e distribui imagem e seu discurso mundo afora.

 

Em 2020, participou do “Artifício – o podcast do PIPA”, plataforma sonora quinzenal do Prêmio PIPA com curadoria de Luiz Camillo Osorio. Em 2019, realizou sua primeira exposição individual: “Superexposição”, na galeria A Gentil Carioca, mesmo ano em que foi ganhadora da Bolsa ZUM de Fotografia no Instituto Moreira Salles (IMS-RJ). Além das indicações ao Paul Huf Award (Holanda) em 2020 e ao Prêmio Pipa em 2019 e 2017, a artista participou das exposições “Histórias da Sexualidade”, no MASP em 2018, “Latin Reconquista: La Colônia Contrataca”, na ABM Confecciones em Madri em 2018, “Composições Políticas”, no Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica em 2016 e “Abre Alas”, na A Gentil Carioca em 2015.

 

Suas obras integram a coleção do Instituto Pipa. 

 

 CV