Miguel Afa
"[...] As escolhas e o controle sobre as cenas que o artista decide pintar vêm ao encontro de gestos pictóricos experientes, curtos, ágeis, assertivos e impetuosos ao criar zonas de contraste e tridimensionalidade nas imagens, a partir da sobreposição das pinceladas." - Marcelo Campos
Começou sua trajetória por meio do graffiti em 2001, no Complexo do Alemão, e frequentou a Escola de Belas Artes – UFRJ. A obra de Miguel Afa nasce do exercício de um olhar afetivo e profundamente honesto sobre o mundo e sobre si mesmo. O artista constrói pinturas que revisitam ou originam memórias afetivas, investigando as relações entre geografia, ambiente, corpo e afeto, entrelaçando dimensões físicas e emocionais nos vínculos e na experiência do tempo.
Entre diversos cenários e elementos (paisagens silenciosas, quintais, árvores, tecidos e varais), Afa elabora imagens que parecem suspensas entre lembrança e sonho. Corpos negros ocupam essas cenas com delicadeza e permanência, reivindicando também um espaço político: a quem o afeto é permitido? Quais corpos podem ser vistos a partir da ternura, da contemplação e do cuidado?
Guiado por uma relação de honestidade com o fazer artístico, o artista compreende a pintura como um campo aberto, capaz de extrapolar as intenções iniciais do criador. Suas obras não se encerram em um único tema ou narrativa; ao contrário, carregam múltiplas camadas de afeto, memória e percepção. São pinturas que, assim como a própria experiência humana, permanecem em movimento, abertas ao desdobramento e à imaginação.
Em 2026, Miguel Afa participa da residência Rhinoceros Rome, em Roma, Itália, e apresenta a exposição individual “ Il tempo che vive in me (O tempo que vive em mim)”. Também integra as exposições coletivas “Home, A Fire”, na Cheng lan Foundation, em Hong Kong, “Céu Estrelado”, no Sesc Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, Brasil, “Constelações - 40 anos do Paço Imperial”, no Paço Imperial, Rio de Janeiro, Brasil, e “Casa Fluminense”, na Casa Brasil, Rio de Janeiro, Brasil.
Em 2025, o artista teve uma obra adquirida e doada para a Pinacoteca do Estado de São Paulo por meio do Programa de Aquisição da Feira ArtRio. No mesmo ano, apresentou a exposição solo “O vento continua, todavia”, no Paço Imperial, no Rio de Janeiro, e “Um céu para caber”, n´A Gentil Carioca, São Paulo.
Em 2024, participou das coletivas “Dos Brasis”, no Sesc Quitandinha, Petrópolis, com itinerância da mostra apresentada no Sesc Belenzinho, São Paulo e “O que te faz olhar para o céu?”, no Centro Cultural Correios, no Rio de Janeiro. No mesmo ano, realizou a individual “Entra Pra Dentro”, na galeria A Gentil Carioca. Em 2023, realizou a individual “Em Construção” e participou da coletiva “Da Avenida à Harmonia”, ambas no Instituto Inclusartiz no Rio de Janeiro, Brasil.
Suas obras integram importantes coleções, entre elas a Pinacoteca de São Paulo (Brasil), Cheng lan Foundation (Hong Kong) e Jorge M. Pérez Collection (EUA).
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Miguel Afa vive e trabalha no Rio de Janeiro. Começou sua trajetória por meio do graffiti em 2001, nas ruas e becos do Complexo do Alemão, e estudou na Escola de Belas Artes – UFRJ. Seu trabalho reflete sobre o corpo periférico, contrapondo suas adversidades e propondo uma nova leitura imagética que potencializa e valoriza o afeto. Suas obras alternam entre a sensibilidade poética e mensagens políticas diretas.
O olhar do artista transforma o que captura, dando-lhe uma aura própria por meio das cores que utiliza. Sua paleta amena não é mero recurso estético: é essencial à composição, ampliando a complexidade do que é representado. Longe de neutra, a cor é discurso e um posicionamento diante das cenas retratadas. Esmaecer não é apenas um gesto pictórico, mas um ato de lembrança e questionamento, revelando tanto o visível quanto o invisibilizado.
Em 2025, o artista apresenta uma exposição solo no Paço Imperial, no Rio de Janeiro, Brasil. Em 2024, participou das coletivas “Dos Brasis”, no Sesc Quitandinha, Petrópolis (itinerância da mostra apresentada no Sesc Belenzinho, São Paulo) e “O que te faz olhar para o céu?”, no Centro Cultural Correios Rio de Janeiro. No mesmo ano, realizou a individual “ENTRA PRA DENTRO”, na galeria A Gentil Carioca. Em 2023, realizou a individual “Em Construção” e participou da coletiva “Da Avenida à Harmonia”, ambas no Instituto Inclusartiz no Rio de Janeiro, Brasil. Suas obras fazem parte de coleções de destaque, como a Jorge M. Pérez Collection.

