Diego Kohli: Dança para montanhas
A Gentil Carioca tem o prazer de apresentar Dança para montanhas, de Diego Kohli, em sua primeira exposição no Brasil. Entre desenhos e telas, mãos e pés dançam por paisagens em que corpo e mundo se confundem, transitando entre o sonho e o cotidiano. A partir de sua primeira residência artística no país, na Casa VOA, Kohli incorpora a paisagem carioca a um universo de corpos incompletos, em constante transformação. Por meio do desenho e da pintura, o artista explora as relações entre figura e fundo, expressão e representação, construindo cenas em que o familiar se torna estranho e a paisagem se revela como parte constitutiva da experiência de estar no mundo.
Diego Kohli (n. 1991) vive e trabalha entre Basileia, na Suíça, e Madrid, na Espanha. É bacharel em Belas Artes pela École de design et Haute école d’art du Valais, na Suíça, e possui mestrados em Produção Artística pela Universitat Politècnica de València, na Espanha, e em Belas Artes pelo Institute Art Gender and Nature (IAGN), em Basileia, Suíça. Também cursou Belas Artes na LUCA School of Arts, em Bruxelas, Bélgica.
Kohli se interessa pelos aspectos técnicos e pelas tradições da pintura, frequentemente experimentando novas técnicas. Ao transformar desenhos em pinturas, organiza corpos fragmentados e formas em cenários quase teatrais, tratando-os como naturezas-mortas. Sua prática parte de referências da história da arte, da psicanálise, da teoria dos sonhos e de seu entorno imediato. Suas imagens surrealistas são construídas a partir de situações tragicômicas carregadas de humor e ironia.
Ao descontextualizar elementos reconhecíveis, investiga os limites entre aquilo que é e aquilo que pode deixar de ser familiar. Natureza, interiores, mobiliário, alimentos, rostos, mãos e pés tornam-se extensões simbólicas da psique ou sinais arquetípicos de força e movimento. Os fragmentos corporais que pinta possuem uma qualidade quase escultórica e, uma vez enquadrados, tornam-se protagonistas de cenários teatrais concebidos como subversões contemporâneas da natureza-morta clássica.
Em 2026, participou das exposições coletivas “Beyond Visible Reality”, na Galerie Peter Kilchmann, em Zurique, Suíça; “Casa Compartida”, na Fundación Caja Castellón, em Castellón, Espanha; “Secret Wonder”, na Galeria Set Espai d’Art, em Valência, Espanha; “Devenir(s)”, na Casa de Velázquez, em Madrid, Espanha; e “Actual Notes”, na Galerie Rolando Anselmi, em Roma, Itália.
Em 2025, o artista integrou as exposições coletivas “Cantonale 25”, no Museum Franz Gertsch, em Burgdorf; “Cantonale 25”, no Kunsthaus Centre d’Art Pasquart, em Biel/Bienne; e “My Protagonists”, no Kunstraum Riehen, em Riehen, Suíça. Em 2024, participou de “Regionale 25. Expanded Drawings”, no Kunstraum Riehen, em Riehen; e “Le Décathlon de Apollon”, no Château de Montsoreau – Musée d’art contemporain, em Montsoreau, França.
Suas obras integram coleções de destaque, como: Art Collection of the Canton of Bern (Suíça), Miettinen Collection (Alemanha), Collection of Mimi Dusselier and Bernard Soens (Bélgica), Colección Cirat (Espanha) e Fondazione CRC (Itália).
