Ana Silva: Contemplação do vazio

3 Setembro - 25 Outubro 2025 São Paulo
Apresentação

Conceito 

Nesta série, parto do princípio de que o vazio não é sinônimo de ausência, mas de potencial. Um espaço em expansão, tal como o universo, traz consigo a possibilidade da criação, da transformação e da leveza. Tal como a respiração — que se expande e contrai —, o vazio pulsa, ressoa e oferece um refúgio ao movimento da existência. 

 

Entre o silêncio e o fio 

Existe na natureza uma suavidade silenciosa, um tempo que não se precipita, um espaço que se estende além da forma visível. Esta exposição é um convite à contemplação da leveza, onde a matéria do mundo é redesenhada com fios, texturas e vazios. 

 

Natureza bordada aproxima o gesto do bordado do sopro da Terra. Cada ponto é uma pausa. Cada linha, um caminho aberto entre o real e o etéreo. 

As superfícies, por vezes sutis e delicadas, revelam o espaço como protagonista: o que não está preenchido também se expressa, também vibra. 

 

Nesta travessia, há um diálogo entre o microscópico e o imenso: o contorno de uma folha bordada ecoa uma constelação. 

A flor torna-se cosmos. 

O tecido torna-se vento. 

A trama torna-se tempo. 

Aqui, o olhar se acalma. 

O corpo desacelera. 

E o universo respira entre os fios. 

Obras
  • Ana Silva, Sem título [Untitled], 2025
    Ana Silva, Sem título [Untitled], 2025
  • Ana Silva, Sem título [Untitled], 2025
    Ana Silva, Sem título [Untitled], 2025
  • Ana Silva, Sem título [Untitled], 2025
    Ana Silva, Sem título [Untitled], 2025