Denilson Baniwa
K-Drama (Dorama), 2026
aquarela, bastão a óleo, lápis grafiti e emplumagem sobre tururi (fibra vegetal natural)
[watercolor, oil stick, graphite pencil and feathering on tururi (natural vegetable fiber)]
[watercolor, oil stick, graphite pencil and feathering on tururi (natural vegetable fiber)]
130 x 94 cm
[51 1/8 x 37 in]
[51 1/8 x 37 in]
Copyright The Artist
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'A obra K-Drama parte do universo das novelas de amores impossíveis, no estilo de Romeu e Julieta, em que as pessoas pertencem a famílias inimigas, a classes sociais muito diferentes...
"A obra K-Drama parte do universo das novelas de amores impossíveis, no estilo de Romeu e Julieta, em que as pessoas pertencem a famílias inimigas, a classes sociais muito diferentes ou vivem em lugares distantes. Os doramas coreanos frequentemente abordam esses amores e a superação dos obstáculos que impedem os personagens de viverem plenamente suas relações.
Para construir o trabalho, parti de uma gravura de Theodor de Bry, na qual há a representação de um choro ritual — algo presente em diversas culturas —, especificamente em torno de um homem que será morto em um ritual antropofágico tupinambá. Nessa cena, mulheres choram esse morto em um contexto ritualístico. Extraí um recorte dessa gravura e o inseri na obra, mas desloquei o sentido: em vez de um choro ritual, ou de um choro em prol daquele que será sacrificado, essas figuras passam a chorar diante do desenrolar de um dorama que estão assistindo.
A obra também traz uma frase em nheengatu que, em português, pode ser entendida como uma brincadeira inspirada em uma música de Djavan, citando: “um dia triste ou um dia chuvoso é um bom dia para chamar seus amigos para assistir dorama”. Abaixo, aparece ainda a ideia do pensamento voltado para alguém, como se essas personagens projetassem suas próprias histórias de amor na narrativa que acompanham, talvez se comparando com o que estão assistindo nessa novela coreana." - Denilson Baniwa
["The work K-Drama draws from the universe of impossible-love soap operas, in the style of Romeo and Juliet, where characters belong to rival families, very different social classes, or live in distant places. Korean doramas often explore these types of love and the overcoming of obstacles that prevent the characters from fully experiencing their relationships.
To create this piece, I started from an engraving by Theodor de Bry, which depicts a ritual lament — a practice found in various cultures — specifically surrounding a man who will be killed in a Tupinambá anthropophagic ritual. In this scene, women mourn the man within a ritualistic context. I extracted a portion of this engraving and incorporated it into the work, but shifted its meaning: instead of a ritualistic lament, or a lament for the one about to be sacrificed, these figures are shown crying while watching a dorama unfold.
The work also includes a phrase in Nheengatu, which, in Portuguese, can be understood as a playful reference to a song by Djavan: “A sad day or a rainy day is a good day to call your friends to watch a dorama.” Below this, the piece evokes the idea of thoughts directed toward someone, as if the characters are projecting their own love stories onto the narrative they are following, perhaps comparing themselves with what they are watching in this Korean soap opera." - Denilson Baniwa]
Para construir o trabalho, parti de uma gravura de Theodor de Bry, na qual há a representação de um choro ritual — algo presente em diversas culturas —, especificamente em torno de um homem que será morto em um ritual antropofágico tupinambá. Nessa cena, mulheres choram esse morto em um contexto ritualístico. Extraí um recorte dessa gravura e o inseri na obra, mas desloquei o sentido: em vez de um choro ritual, ou de um choro em prol daquele que será sacrificado, essas figuras passam a chorar diante do desenrolar de um dorama que estão assistindo.
A obra também traz uma frase em nheengatu que, em português, pode ser entendida como uma brincadeira inspirada em uma música de Djavan, citando: “um dia triste ou um dia chuvoso é um bom dia para chamar seus amigos para assistir dorama”. Abaixo, aparece ainda a ideia do pensamento voltado para alguém, como se essas personagens projetassem suas próprias histórias de amor na narrativa que acompanham, talvez se comparando com o que estão assistindo nessa novela coreana." - Denilson Baniwa
["The work K-Drama draws from the universe of impossible-love soap operas, in the style of Romeo and Juliet, where characters belong to rival families, very different social classes, or live in distant places. Korean doramas often explore these types of love and the overcoming of obstacles that prevent the characters from fully experiencing their relationships.
To create this piece, I started from an engraving by Theodor de Bry, which depicts a ritual lament — a practice found in various cultures — specifically surrounding a man who will be killed in a Tupinambá anthropophagic ritual. In this scene, women mourn the man within a ritualistic context. I extracted a portion of this engraving and incorporated it into the work, but shifted its meaning: instead of a ritualistic lament, or a lament for the one about to be sacrificed, these figures are shown crying while watching a dorama unfold.
The work also includes a phrase in Nheengatu, which, in Portuguese, can be understood as a playful reference to a song by Djavan: “A sad day or a rainy day is a good day to call your friends to watch a dorama.” Below this, the piece evokes the idea of thoughts directed toward someone, as if the characters are projecting their own love stories onto the narrative they are following, perhaps comparing themselves with what they are watching in this Korean soap opera." - Denilson Baniwa]