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Denilson Baniwa

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Open a larger version of the following image in a popup: Denilson Baniwa, Poema a Oswald de Andrade, 2026

Denilson Baniwa

Poema a Oswald de Andrade, 2026
aquarela, lápis grafiti e emplumagem sobre tururi (fibra vegetal natural)
[watercolor, graphite pencil and feathering on tururi (natural vegetable fiber)]
112 x 132 x 3 cm
[44 1/8 x 52 x 1 1/8 in]
Copyright O Artista
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'O processo de criação foi profundamente influenciado pelas minhas leituras e estudos sobre antropofagia, especialmente em diálogo com Oswald de Andrade, cuja obra e pensamento me são muito caros. Ao...
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"O processo de criação foi profundamente influenciado pelas minhas leituras e estudos sobre antropofagia, especialmente em diálogo com Oswald de Andrade, cuja obra e pensamento me são muito caros. Ao desenvolver esta obra, lembrei-me constantemente do 'Manifesto Antropófago' e de alguns poemas de Oswald, sobretudo da ideia de que “só o outro me interessa” — a proposta antropofágica de absorver a cultura alheia para transformar a própria cultura.

No trabalho há diversas inscrições, como “Oswald de Andrade descobriu o Brasil em Paris” e “América com K”, reproduzindo a grafia da época da colonização, e expressões como “puranga pesika, ao Brasil", que significa "seja bem vindo ao Brasil”. A obra apresenta criaturas mágicas e uma constelação de insetos fantásticos que criei, incluindo uma traça antropofágica mágica chamada puçanga, descrita como um tipo de “medical bug” que se alimenta apenas de arquivos coloniais — misturando português, inglês e espanhol, em referência ao poema antropofágico e à prática de transformar o outro em alimento cultural.

Entre as figuras centrais está um cervo sendo atacado por um cachorro — o cervo é um ser recorrente nas histórias indígenas, poderoso e responsável por transformar objetos e ajudar a construir o mundo indígena, enquanto o cachorro, trazido pelos colonizadores, representa um instrumento de poder colonial usado na caça aos povos indígenas. O cervo, mesmo sendo atacado, se transforma em uma figura que remete ao cavalo de Guernica de Picasso, criando uma analogia antropofágica sobre a construção da América e do Brasil.

O trabalho também traz elementos simbólicos da colonização e da fauna brasileira: a figura da América como uma mulher selvagem nua, vestindo o manto Tupinambá; um pássaro na mão, um papagaio sobre uma besta selvagem; um jacaré, que na mitologia Baniwa ajudou os humanos a descobrir o fogo; e uma cornucópia com toda a abundância que o Brasil poderia oferecer à Europa. Outros elementos incluem a extração da borracha da seringueira e referências à cultura indígena do povo Tucano, como a palavra “dí-gë”, que significa “cozinha”, o espaço destinado aos indígenas nas casas de colonizadores, refletindo a exploração do trabalho doméstico e nas plantações de pessoas escravizadas.

Em suma, a obra funciona como um poema antropofágico visual, dialogando com a tradição de Oswald de Andrade e refletindo sobre a construção do Brasil a partir do encontro — muitas vezes conflituoso — de mundos indígenas e colonizadores, tradição e modernidade, mito e histórias." - Denilson Baniwa



["Poem to Oswald de Andrade reflects my engagement with anthropophagy and the legacy of Oswald de Andrade, whose work is central to my practice. Inspired by the Anthropophagist Manifesto and his poems — especially the idea that “only the other interests me” — the piece explores the absorption and transformation of culture as a creative act.

The work features inscriptions such as “Oswald de Andrade discovered Brazil in Paris” and “América with a K,” along with “puranga pesika, ao Brasil” (“welcome to Brazil”). Magical creatures populate the piece, including a fantastical anthropophagic moth, puçanga, which feeds exclusively on colonial archives — blending Portuguese, English, and Spanish in homage to the transformative logic of anthropophagy.

Central to the work is a deer under attack by a dog: the deer, a recurring figure in Indigenous stories, transforms objects and helps shape the Indigenous world; the dog, introduced by colonizers, symbolizes colonial power and the hunting of Indigenous peoples. The deer also evokes Picasso’s horse in Guernica, creating an anthropophagic analogy for the construction of the Americas and Brazil.

Symbolic elements of colonization and Brazilian nature populate the piece: America as a wild, nude woman in the Tupinambá mantle; a bird in her hand; a parrot on a wild beast; a caiman, which in Baniwa mythology helped humans discover fire; and a cornucopia representing Brazil’s abundance. References to rubber extraction and the Tucano word “dí-gë” (“kitchen”) recall the domestic and plantation labor imposed on Indigenous people.

In sum, the work is a visual anthropophagic poem, reflecting on Brazil’s construction through the complex encounter of Indigenous and colonizer worlds, blending tradition, modernity, myth, and histories" - Denilson Baniwa]
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YAWARA AKANGA (Cabeça de cachorro) | A Gentil Carioca | São Paulo | Brasil [Brazil] | 07 Abr [Apr] - 23 Maio [May] 2026
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