Preview not cancelled BRAZIL | Aleta Valente

22 Junho - 1 Julho 2020
  • SUPEREXPOSIÇÃO | A Gentil Carioca, 2019

  • A Gentil Carioca tem o prazer de apresentar a Online Viewing Room solo da artista Aleta Valente para a terceira semana de not cancelled BRAZIL.

     

    Artista brasileira, vive e trabalha no Rio de Janeiro. De produções fotográficas, ao mesmo tempo requintadas e banais, atos improvisados e situações instalativas que preveem a participação do público, seu trabalho se ativa por fissuras entre o campo da arte e da tecnologia e se desdobra em zonas insólitas. Em suas obras – low-res vídeos, memes, SEO, hipertextos e links – a artista opera distintos processos de criação, contrapondo a desproporção do plano geográfico da cidade e alinhando realidades para além de reais e virtuais.

  • Eletrodoméstica, 2019

    estrutura de metal, destorcedor, eletrodomésticos e corda

    400 x 300 x 300 cm

     

    Instalação feita com uma barra de metal que equilibra um aglomerado de eletrodomésticos em uma de suas pontas e a própria artista na outra. Pendurada por um cinto de segurança,  Aleta lida com as questões mais tradicionais da escultura, enquanto tenta compensar o peso dos materiais deslocados do cotidiano para dentro da galeria. O  volume da gambiarra desequilibra e esgota seu corpo em um movimento circular repetitivo.

  • Cam Girl, 2019

    videoinstalação, 2 canais

    10'

     

    A obra consiste em uma instalação de vídeo em dois canais, onde podemos reconhecer nas imagens que se trata de uma visita ao interior de um corpo humano. Um dos canais é a gravação de uma endoscopia realizada pela artista, exame no qual uma câmera adentra pela boca percorrendo laringe e faringe até chegar ao estômago. O segundo canal de vídeo trata-se de uma histeroscopia, exame também realizado no corpo da artista, onde uma câmera entra pelo canal vaginal, atravessa o cérvix e chega ao útero, onde é possível visualizar as trompas direta e esquerda além da cicatriz interna de uma cesariana. Nessa obra Aleta leva ao extremo sua prática de auto-representação, tencionando a relação entre corpo, imagem e consumo e chega em um ápice da exploração da imagem de si. Com o título da obra, a artista faz uma referência direta a pornografia, “Cam Girl” revela as vísceras de tal sistema.

  • Biografia

    ALETA VALENTE (RIO DE JANEIRO, 1986)

     

    Artista brasileira, vive e trabalha no Rio de Janeiro. De produções fotográficas, ao mesmo tempo requintadas e banais, atos improvisados e situações instalativas que preveem a participação do público, seu trabalho se ativa por fissuras entre o campo da arte e da tecnologia e se desdobra em zonas insólitas. Em suas obras – low-res vídeos, memes, SEO, hipertextos e links – a artista opera distintos processos de criação, contrapondo a desproporção do plano geográfico da cidade e alinhando realidades para além de reais e virtuais. Em seus processos artísticos, a arte se torna um mecanismo político onde questiona a massificação e mercantilização dos estereótipos de gênero, autonomia do próprio corpo e a legalização do aborto em interseções que se conectam com a luta por recursos de independência e autonomia da mulher. A cisão da fêmea é a nevralgia das manifestações de Valente, o protesto para a mudança nas estruturas políticas em relação ao corpo feminino é um trabalho elasticamente praticado por ela, que a todo momento tensiona a narrativa da publicização da imagem sensual da mulher, explorada pela sociedade machista capitalista. Com um prato de comida entre as pernas, de ponta a cabeça sobre uma pilha de entulhos ou de peito aberto e coberto de moedas, Aleta investiga a domesticação, a subserviência e a redefinição da mulher. Com um celular em mãos a artista produz, fotografa, edita e distribui imagem e seu discurso mundo afora.

     

    Estudou na Escola de Artes Visuais do Parque Lage e na Escola de Belas Artes da UFRJ. Em 2020 realizará a exposição “Avenida Brasil 24h” no Instituto Moreira Sales paralelamente a ocupação aos mobiliários urbanos (outdoor, outbus , backlight em pontos de onibus, etc) da própria avenida Brasil. Neste ano, participou do “Artifício – o podcast do PIPA”,  plataforma sonora quinzenal do Prêmio PIPA com curadoria de Luiz Camillo Osorio. Em 2019, realizou sua primeira exposição individual: “Superexposição”, na galeria A Gentil Carioca, mesmo ano em que foi ganhadora da Bolsa ZUM de Fotografia no Instituto Moreira Salles (IMS-RJ). Além das indicações ao Paul Huf Award (Holanda) em 2020 e ao Prêmio Pipa em 2019 e 2017, a artista participou das exposições “Histórias da Sexualidade”, no MASP em 2018, “Latin Reconquista: La Colônia Contrataca”, na ABM Confecciones em Madri em 2018, “Composições Políticas”, no Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica em 2016 e “Abre Alas”, na A Gentil Carioca em 2015.